Recursos previdenciários de regimes próprios são rigorosamente fiscalizados", diz diretor do Acreprevidência



Após declarações polêmicas e questionamentos de parlamentares, o diretor-presidente do Instituto de Previdência do Acre (Acreprevidência), José de Anchieta Batista, afirma que todos os recursos previdenciários de regimes próprios são rigorosamente fiscalizados em todo o país.


“Qualquer rombo é visto rapidamente pelas seguintes entidades: Ministério da Previdência, o Conselho Monetário Nacional, dois conselhos internos, o Conselho Fiscal de Previdências e o Conselho Estadual de Previdência; além do Tribunal de Contas do Estado, entre outros”, garantiu Anchieta.


Ele explica que se o dinheiro do cofre do órgão previdenciário acabar, o governo estadual deve assumir as obrigações com os servidores e aposentados. “Há uma obrigação de Lei. Se faltar recursos no fundo da previdência, o tesouro do Estado assume as obrigações. Agora, se vai faltar dinheiro nos tesouros é outra história, mas a obrigação vai continuar sendo do Estado”, disse.


Anchieta recorda que quando o órgão foi criado, no governo do atual senador Jorge Viana (1999-2006), os servidores já possuíam mais de 20 anos de serviço. “Isso significa dinheiro não guardado. Era para ter uma poupança e não houve essa poupança. Os recursos acumulados não davam para suprir o pagamento por longo prazo”.


Ainda de acordo com o diretor-presidente, a folha de pagamento deste mês somou mais de R$ 42 milhões. Porém, a arrecadação tributária foi de R$ 20 milhões. “A reserva que eu tinha de R$ 300 milhões, foi sendo consumida com isso que chamamos de déficit. Acho que, com isso, ninguém precisa ficar perguntando onde está o dinheiro que é fictício”, rebateu questionamentos de onde estaria o dinheiro dos cofres do órgão.



Diretor-Presidente do Acreprevidência, José de Anchieta Batista / foto: arquivo, Acreprevidência.


Por Bruna Mello/A Gazeta, 25 de fevereiro de 2016